O Presidente do Conselho Nacional de Praticagem, Prático Ricardo Falcão, com­pa­re­ceu à 71ª Reunião Ordinária da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Agronegócio (CTLOG) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

O encon­tro ocor­reu, no dia 19 de feve­rei­ro, na sede do minis­té­rio, em Brasília. Uma das pau­tas deba­ti­das foi o pro­je­to de um cor­re­dor bio­ceâ­ni­co ligan­do o Brasil e o Chile, pas­san­do por Paraguai e Argentina.

O tema foi apre­sen­ta­do pelo Ministro João Carlos Parkinson de Castro, Coordenador Nacional dos Corredores Rodoviário e Ferroviário Bioceânicos do Ministério das Relações Exteriores.

De acor­do com a apre­sen­ta­ção, o pro­je­to redu­zi­ria os cus­tos de logís­ti­ca e trans­por­te do comér­cio exte­ri­or entre o Centro-Oeste bra­si­lei­ro e a Ásia. A dis­tân­cia de Campo Grande (MS) para Chile, Argentina e Paraguai cai­ria pela meta­de com a implan­ta­ção de um cor­re­dor Atlântico-Pacífico. Além dis­so, have­ria redu­ção do tem­po da via­gem marí­ti­ma para Shanghai e de cus­tos por­tuá­ri­os, com uma rota a par­tir de Antofagasta em vez do por­to de Santos.

Para Falcão, entre­tan­to, há ques­tões que pre­ci­sam ser mais bem escla­re­ci­das, como o desa­fio de se atra­ves­sar a Cordilheira dos Andes e o impac­to que a liga­ção pode­ria cau­sar a pro­du­to­res de tri­go bra­si­lei­ros que abas­te­cem o mer­ca­do inter­no, já que a entra­da de novos players com van­ta­gem logís­ti­ca seria faci­li­ta­da.

No que diz res­pei­to aos valo­res pra­ti­ca­dos de Praticagem, segun­do Falcão, não há gran­des dis­tor­ções entre Chile e Brasil (Santos), levan­do-se em con­ta que no pri­mei­ro os ser­vi­ços de lan­cha e ope­ra­ci­o­nais são cobra­dos à par­te e que a nave­ga­ção até a atra­ca­ção é bem mais cur­ta do que no por­to bra­si­lei­ro, onde o ris­co é mai­or.

Durante a reu­nião, hou­ve ain­da apre­sen­ta­ções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), da empre­sa públi­ca Valec e da pró­pria CTLOG.