O Navio Doca Multipropósito NDM Bahia atra­cou na quar­ta-fei­ra, 11, no por­to da Companhia Docas de Santana (CDSA) para cum­prir mis­são da Operação Amapá. São ações das Forças Armadas em apoio ao esta­do, que sofre con­sequên­ci­as do incên­dio do gera­dor de ener­gia TR1, no dia 3 de novem­bro. A nave­ga­ção foi rea­li­za­da em segu­ran­ça pela pra­ti­ca­gem, par­cei­ra da ope­ra­ção. Os prá­ti­cos con­du­zi­ram a entra­da do navio pela bar­ra nor­te do Rio Amazonas, pre­ser­van­do o meio ambi­en­te duran­te toda a nave­ga­ção até o fun­deio e a atra­ca­ção posterior. 

O NDM Bahia trou­xe 30 pro­fis­si­o­nais da área médi­ca para aten­di­men­to de víti­mas da Covid-19, cuja con­ta­mi­na­ção foi agra­va­da com a fal­ta de ener­gia que atin­ge 13 dos 16 muni­cí­pi­os ama­pa­en­ses. O pro­ble­ma, em para­le­lo à escas­sez de água, tem con­tri­buí­do para o aumen­to de casos e agra­va­men­to dos doen­tes. Os pro­fis­si­o­nais, ofi­ci­ais da Marinha do Brasil, esta­rão em aten­di­men­to no muni­cí­pio de Santana até 21 de novembro.

Operação Amapá

Órgãos esta­du­ais e fede­rais for­mam a for­ça tare­fa cri­a­da para exe­cu­tar estra­té­gi­as que ame­ni­zem os pro­ble­mas oca­si­o­na­dos pelo apa­gão. Além da fal­ta de ener­gia e água, os ama­pa­en­ses sofrem com o aumen­to de casos de víti­mas do coro­na­ví­rus e têm difi­cul­da­des para adqui­rir gelo, água potá­vel, com­bus­tí­vel, velas, ali­men­tos e pro­du­tos que tive­ram o pre­ço infla­ci­o­na­do nos muni­cí­pi­os que pas­sam pelo raci­o­na­men­to de ener­gia, onde não há gera­dor de luz para ven­da ou aluguel.

O Ministério da Defesa se mobi­li­zou por meio da Operação Amapá, que admi­nis­tra o tra­ba­lho da Marinha, do Exército e da Aeronáutica. Aeronaves da Força Aérea Brasileira trans­por­ta­ram equi­pa­men­tos para rea­ti­va­ção da ener­gia. O Exército, por meio do Comando Militar do Norte – 22ª Brigada de Infantaria de Selva, dispôs de 360 mili­ta­res e 12 via­tu­ras para for­ne­cer com­bus­tí­vel para hos­pi­tais e dis­tri­buir água e alimentos. 

Já a Marinha dis­po­ni­bi­li­zou o Navio-Auxiliar Pará (U15), o Navio Patrulha Guanabara (P48) e o NDM Bahia (G40). Toneladas de car­gas e equi­pa­men­tos para rea­ti­va­ção da ener­gia, puri­fi­ca­do­res, gera­do­res, ali­men­tos, água e pro­fis­si­o­nais foram trans­por­ta­dos na operação.

O NDM Bahia per­ten­ce à Marinha do Brasil des­de 2015, tem 168 metros de com­pri­men­to e foi pro­je­ta­do para trans­por­tar tro­pas, veí­cu­los, heli­cóp­te­ros e muni­ção. Além dis­so, con­ta com com­ple­xo hos­pi­ta­lar para aten­di­men­to médi­co-odon­to­ló­gi­co. É a pri­mei­ra vez que vem ao Amapá. A mano­bra foi rea­li­za­da sem cus­to para a Marinha do Brasil.