Demonstrando “pre­o­cu­pa­ção com a ins­ta­bi­li­da­de da manu­ten­ção do trans­por­te marí­ti­mo na cos­ta bra­si­lei­ra”, o Ministério da Infraestrutura (Minfra) pediu ao Ministério da Saúde 66.515 doses de vaci­na con­tra a Covid-19 para ante­ci­par a imu­ni­za­ção de demais tra­ba­lha­do­res da indús­tria marí­ti­ma além dos por­tuá­ri­os, entre eles os práticos.

Na sex­ta-fei­ra (11/6), o secre­tá­rio exe­cu­ti­vo do Minfra, Marcelo Sampaio (foto), envi­ou ofí­cio ao secre­tá­rio exe­cu­ti­vo da pas­ta da Saúde, Rodrigo Otávio Cruz, soli­ci­tan­do o envio das doses para vaci­nar: empre­ga­dos de empre­sas de nave­ga­ção – que, como os por­tuá­ri­os, já esta­vam incluí­dos nos gru­pos pri­o­ri­tá­ri­os do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação con­tra a Covid-19; ser­vi­do­res de Receita Federal, Antaq, Anvisa, Marinha do Brasil e Vigiagro lota­dos nos por­tos orga­ni­za­dos e TUPs; além de agen­tes marí­ti­mos, pro­fis­si­o­nais de apoio por­tuá­rio com aces­so ao cais e os práticos.

De acor­do com o ofí­cio, “os prá­ti­cos são os pri­mei­ros pro­fis­si­o­nais a embar­car nos navi­os que esca­lam nos por­tos naci­o­nais”. Sobre a pra­ti­ca­gem, pros­se­gue o docu­men­to, “esta ati­vi­da­de é con­si­de­ra­da essen­ci­al, con­for­me dis­põe a Lei Federal n° 9.537 de 1997, e, duran­te um perío­do de esca­la de 24 horas, um prá­ti­co pode embar­car em até cin­co navi­os dife­ren­tes, man­ten­do con­ta­to dire­to com as tri­pu­la­ções dos navi­os, ten­do, em 2020, rea­li­za­das mais de 84.000 ope­ra­ções de atra­ca­ção e desa­tra­ca­ção de navios”.

Ainda segun­do o ofí­cio, “tais pro­fis­si­o­nais estão na linha dire­ta com poten­ci­ais novas cepas estran­gei­ras da Covid-19, a exem­plo da vari­an­te indi­a­na B.1.617, já detec­ta­da em 44 paí­ses espa­lha­dos pelos seis con­ti­nen­tes e que ame­a­ça a rea­ber­tu­ra econô­mi­ca e soci­al de alguns paí­ses europeus”.

Na penúl­ti­ma sema­na de maio, o Ministério da Saúde envi­ou vaci­nas da AstraZeneca/Oxford para apli­ca­ção da pri­mei­ra dose em 100% dos por­tuá­ri­os. Na oca­sião, os prin­ci­pais por­tos do país se sen­si­bi­li­za­ram e con­tem­pla­ram as pra­ti­ca­gens locais nos lotes de imu­ni­zan­tes que rece­be­ram do gover­no fede­ral. Outras pra­ti­ca­gens con­se­gui­ram a ante­ci­pa­ção por meio de Secretarias muni­ci­pais de Saúde.

Desde dezem­bro, o Conselho Nacional de Praticagem (Conapra) vem plei­te­an­do ao Ministério da Saúde a inclu­são dos 632 prá­ti­cos e de todos os fun­ci­o­ná­ri­os liga­dos ao ser­vi­ço de pra­ti­ca­gem nos gru­pos pri­o­ri­tá­ri­os da vaci­na­ção. Em abril, após reu­nião com o Conapra, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emi­tiu uma nota téc­ni­ca favo­rá­vel à inclusão.

Foto: Kleber Lima/Minfra