Confira o dis­cur­so de aber­tu­ra do Presidente do Conapra, Gustavo Martins.

39º ENCONTRO NACIONAL DE PRATICAGEM

Excelentíssimos Senhores e Senhora inte­gran­tes da mesa, já nomi­na­dos.

Senhoras e Senhores aqui pre­sen­tes, repre­sen­tan­tes dos seto­res marí­ti­mo e por­tuá­rio, do meio aca­dê­mi­co, da Marinha do Brasil e demais órgãos gover­na­men­tais.

Senhores prá­ti­cos e Senhoras prá­ti­cas, esti­ma­dos cole­gas de pro­fis­são,

Obrigado por reser­va­rem esse tem­po para esta­rem conos­co.

Como dito ante­ri­or­men­te, suas pre­sen­ças abri­lhan­tam este encon­tro e nos incen­ti­vam a con­ti­nu­ar nos­sa cami­nha­da no rumo cer­to, na tri­lha tra­ça­da por nos­sos ante­ces­so­res ao lon­go de mais de 200 anos no Brasil. A Praticagem do Brasil fica mui­to gra­ti­fi­ca­da.

Bem-vin­dos ao 39º Encontro Nacional de Praticagem.

Regularmente, os Práticos do Brasil se reú­nem para com­par­ti­lhar as expe­ri­ên­ci­as e deba­ter o desen­vol­vi­men­to téc­ni­co-admi­nis­tra­ti­vo da pro­fis­são, sem­pre con­tan­do com uma sele­ção de emi­nen­tes espe­ci­a­lis­tas situ­a­dos no cimo do esta­do-da-arte do conhe­ci­men­to nos tópi­cos abor­da­dos.

Também se reú­nem para inte­ra­gir com a comu­ni­da­de marí­ti­mo-por­tuá­ria, par­cei­ros impres­cin­dí­veis no con­ti­nu­um logís­ti­co do modal aqua­viá­rio.

Neste encon­tro, em espe­ci­al, ain­da apro­vei­ta­mos para come­mo­rar os qua­ren­ta anos de cri­a­ção do Conselho Nacional de Praticagem – CONAPRA, e os cin­co anos de habi­li­ta­ção de nos­sas pri­mei­ras prá­ti­cas.

A Praticagem é, sem dúvi­da, um ELO CAPITAL NA EFICIÊNCIA DOS PORTOS, pos­to que, por ela, navi­os e ter­mi­nais se unem para cri­ar efi­ci­en­te cir­cu­la­ção de mer­ca­do­ri­as, tão mais efi­caz quan­to o ser­vi­ço ope­rar com coor­de­na­da rapi­dez e segu­ran­ça.

Vale aqui des­ta­car, sem fal­sa modés­tia, que é pela arte e o pelo conhe­ci­men­to téc­ni­co dos Práticos, apoi­a­dos pelas tri­pu­la­ções das lan­chas e equi­pes das Atalaias, que são oti­mi­za­dos os resul­ta­dos pro­ve­ni­en­tes do imen­so esfor­ço dis­pen­di­do na cri­a­ção e moder­ni­za­ção da infra­es­tru­tu­ra aqua­viá­ria naci­o­nal. E cabe a pra­ti­ca­gem, quan­do pos­sí­vel, com­pen­sar pos­sí­veis res­tri­ções des­sa infra­es­tru­tu­ra, bus­can­do solu­ções segu­ras para con­tri­buir na manu­ten­ção da com­pe­ti­ti­vi­da­de dos por­tos.

Se gar­ga­los exis­tem no modal aqua­viá­rio, nenhum cabe à Praticagem. A Praticagem tem fei­to sua par­te, medi­an­te inves­ti­men­tos em lan­chas, equi­pa­men­tos e trei­na­men­to, para estar sem­pre adi­an­te das neces­si­da­des dos por­tos e de seus usuá­ri­os – os donos da car­ga.

Entretanto, o melhor resul­ta­do da nos­sa ati­vi­da­de não tem ape­lo de mídia. Não são ouvi­das, em tele­jor­nais, esta­tís­ti­cas que des­ta­quem a ausên­cia de catás­tro­fes e aci­den­tes da nave­ga­ção em nos­sas cos­tas. E tam­bém não são facil­men­te tan­gí­veis os valo­res que a Praticagem pro­pi­cia a expor­ta­do­res, impor­ta­do­res, ter­mi­nais, arma­do­res, ope­ra­do­res e tra­ba­lha­do­res por­tuá­ri­os. Enfim, ao Produto Interno Bruto.

E não esque­ça­mos que cer­ca de 95% das nos­sas tro­cas inter­na­ci­o­nais de mer­ca­do­ri­as são dei­xa­das, em cená­ri­os crí­ti­cos, nas situ­a­ções de mai­or ris­co e de meno­res mar­gens de erro, sob as zelo­sas mãos dos prá­ti­cos que, em humil­de silên­cio, cum­prem o seu dever, entre­gan­do-as, com segu­ran­ça, aos seus des­ti­nos.

Fruto do expres­si­vo incre­men­to da par­ti­ci­pa­ção bra­si­lei­ra no comér­cio inter­na­ci­o­nal, a soci­e­da­de, nor­mal­men­te alheia, pas­sou a dedi­car mai­or aten­ção aos nos­sos por­tos. Nesse cená­rio, o ser­vi­ço de pra­ti­ca­gem sur­giu como uma gran­de curi­o­si­da­de: Para que pre­ci­sa­mos dos prá­ti­cos? Por que o ser­vi­ço tem esse pre­ço? Que tal mudar o mode­lo do ser­vi­ço para ver os resul­ta­dos?

A bus­ca de melho­ri­as no mode­lo atu­al do ser­vi­ço de pra­ti­ca­gem é mui­to bem-vin­da. Afinal, sem­pre se pode melho­rar. Porém, acre­di­ta­mos que o deba­te deve ser pau­ta­do em dados, estu­dos e aná­li­ses, e não em opi­niões envi­e­sa­das e pre­con­cei­tos esta­be­le­ci­dos.

O futu­ro da segu­ran­ça e da efi­ci­ên­cia nas mano­bras dos navi­os nos por­tos bra­si­lei­ros pode estar sen­do deci­di­do atu­al­men­te em Brasília. E a Praticagem do Brasil sobe ao Planalto Central para con­tri­buir na bus­ca da melhor solu­ção para o país. Afinal, é o esta­do bra­si­lei­ro o prin­ci­pal cli­en­te da pra­ti­ca­gem. Queremos ape­nas a opor­tu­ni­da­de de ser­mos ouvi­dos.

Sob a égi­de da Segurança da Navegação, da Salvaguarda da Vida no Mar e da Prevenção da Poluição Hídrica, espe­ra­mos que degus­tem os temas esco­lhi­dos. Contamos com amplos e entu­si­as­ma­dos deba­tes, de modo que fiquem rati­fi­ca­dos os pere­nes pro­pó­si­tos da Praticagem do Brasil de diá­lo­go, coo­pe­ra­ção e cola­bo­ra­ção.

Praticagem do Brasil – No rumo cer­to.

Muito obri­ga­do a todos.