CONFIRA UM RESUMO DO 47º ENCONTRO NACIONAL DE PRATICAGEM

Com deba­tes sobre saú­de men­tal, sus­ten­ta­bi­li­da­de, legis­la­ção e tec­no­lo­gia, o 47º Encontro Nacional de Praticagem, no Guarujá (SP), reu­niu prá­ti­cos de todo o país de 4 a 6 de novem­bro. Convidados espe­ci­ais, o psi­có­lo­go Rossandro Klinjey e a tri­a­tle­ta Fernanda Keller refle­ti­ram sobre equi­lí­brio emo­ci­o­nal em pro­fis­sões de alta res­pon­sa­bi­li­da­de, enquan­to espe­ci­a­lis­tas naci­o­nais e estran­gei­ros defen­de­ram uma pra­ti­ca­gem livre de pres­sões comer­ci­ais, em sin­to­nia com padrões inter­na­ci­o­nais de segu­ran­ça e meio ambi­en­te. O even­to cele­brou ain­da os avan­ços con­quis­ta­dos a par­tir da nova lei de pra­ti­ca­gem, inves­ti­men­tos em capa­ci­ta­ção e ino­va­ção e o com­pro­mis­so com uma nave­ga­ção cada vez mais sustentável.

O psi­có­lo­go Rossandro Klinjey tra­tou da impor­tân­cia do cui­da­do com a saú­de men­tal para o bom desem­pe­nho da profissão:

– Quando esta­mos em momen­to de ris­co, tudo o que pre­ci­sa­mos é de uma men­te aten­ta. O nível de aten­ção dos prá­ti­cos é alto demais. São cer­ca de 80 mil mano­bras anu­ais, ou seja, 80 mil pos­sí­veis tra­gé­di­as evi­ta­das pela pra­ti­ca­gem todos os dias.

Segundo Rossandro, para bus­car o equi­lí­brio, o ócio é impor­tan­te nos perío­dos fora de serviço:

– Há que se ter um momen­to de paz. A vida men­tal é como a maré, avan­ça e recua. Se o mar só avan­çar, é tsu­na­mi. Se ape­nas recu­ar, é seca. Há horas em que você está lá tra­ba­lhan­do no navio, sob estres­se. E há horas neces­sá­ri­as de silên­cio. Eu faço isso na minha pró­pria vida. Preciso de um momen­to de cal­ma, para ler, escu­tar uma músi­ca e sair do ambi­en­te digi­tal. Ninguém faz isso por você. Eu não ter­cei­ri­zo a saú­de mental.

Fernanda Keller, úni­co atle­ta da América Latina no hall da fama do Ironman, rea­fir­mou a neces­si­da­de des­se cui­da­do em pro­vas de tri­a­tlo de lon­ga dis­tân­cia: 3,8 quilô­me­tros de nata­ção, 180 quilô­me­tros de ciclis­mo e 42,195 quilô­me­tros de cor­ri­da. Ela tra­çou um para­le­lo com a praticagem:

– O domí­nio da adre­na­li­na faz par­te de todas as pro­fis­sões desa­fi­a­do­ras, como a pra­ti­ca­gem. Em uma pro­va de Ironman, as con­di­ções são o tem­po intei­ro desa­fi­a­do­ras. A gen­te nun­ca sabe o que vai acon­te­cer, ape­sar de saber o que tem que fazer. O pre­pa­ro da men­te é fun­da­men­tal. Como atle­ta, eu bus­co isso trei­nan­do, repe­tin­do e estudando. 

Aos 62 anos, Fernanda com­ple­tou seu 28º Ironman, em outu­bro, no Havaí, entre as mais de cem pro­vas com­ple­ta­das ao redor do mun­do. Ela expli­cou o que mudou no pro­ces­so de pre­pa­ra­ção ao lon­go do tem­po. Além da evo­lu­ção da nutri­ção, com­bus­tí­vel do atle­ta, Fernanda apon­tou a par­te tec­no­ló­gi­ca de apoio. Porém, res­sal­tou: não se deve ficar depen­den­te da tecnologia:

– O tri­a­tlo evo­luiu, assim como os sis­te­mas de nave­ga­ção. Seu trei­na­dor te colo­ca um reló­gio, que é qua­se uma pul­sei­ra ele­trô­ni­ca, e fica moni­to­ran­do o seu desem­pe­nho em um apli­ca­ti­vo. Você sabe, por exem­plo, quan­do tem que pegar mais leve no trei­no se a sua frequên­cia car­día­ca está alta. Esse apa­ra­to tec­no­ló­gi­co é bom, mas não pode­mos per­der a sen­si­bi­li­da­de huma­na. É ela que ope­ra os apa­re­lhos. Se um navio sofrer um apa­gão, você tem que pará-lo, não é mes­mo? Tem gen­te que não cor­re mais a mara­to­na se o reló­gio que­brou. São pes­so­as ope­ra­das por apa­re­lhos hoje em dia. Não dá. A nos­sa inte­li­gên­cia não pode dimi­nuir por cau­sa da inte­li­gên­cia artificial. 

Na par­te téc­ni­ca da ple­ná­ria, o prá­ti­co Sergio Gorriarán, da Corporação de Práticos do Rio Uruguai, Rio da Prata e Litoral Marítimo Oceânico, apre­sen­tou o mode­lo de pra­ti­ca­gem do país. O Uruguai segue prin­cí­pi­os de segu­ran­ça seme­lhan­tes aos bra­si­lei­ros e pre­co­ni­za­dos pela Organização Marítima Internacional (IMO). O ser­vi­ço é inde­pen­den­te de pres­sões comer­ci­ais, pres­ta­do sem con­cor­rên­cia e com dis­tri­bui­ção equâ­ni­me entre os práticos.

– No Uruguai, há gran­de res­pei­to pela ati­vi­da­de. O par­ti­do que assu­me o gover­no segue o que foi esta­be­le­ci­do para o sis­te­ma. Nossa taxa de aci­den­tes é qua­se ine­xis­ten­te, esta­mos sem­pre vigilantes. 

Em con­tra­pon­to com o vizi­nho, a Argentina vive a con­cor­rên­cia na pra­ti­ca­gem e, mais recen­te­men­te, enfren­ta a ame­a­ça de uma des­re­gu­la­men­ta­ção mai­or. O prá­ti­co Pablo Pineda, da Câmara de Praticagem Argentina, rela­tou a situ­a­ção. Uma das pro­pos­tas é tor­nar o ser­vi­ço obri­ga­tó­rio ape­nas para petro­lei­ros. O minis­tro de Desregulamentação e Transformação do Estado, Federico Sturzenegger, con­ce­deu entre­vis­ta dizen­do que não há pedras a atin­gir nos por­tos argen­ti­nos, somen­te ban­cos de areia: “nun­ca tere­mos polui­ção ambiental”.

– O pre­ço não está em dis­cus­são. O obje­ti­vo é des­truir o sis­te­ma de pra­ti­ca­gem – lamen­tou Pineda.

O prá­ti­co por­tu­guês Miguel Castro, pre­si­den­te da Associação Europeia de Práticos (EMPA), con­de­nou a com­pe­ti­ção no sis­te­ma de pra­ti­ca­gem e men­ci­o­nou um pés­si­mo exemplo:

– Se che­gar um navio com uma defi­ci­ên­cia impor­tan­te, a empre­sa de pra­ti­ca­gem não vai repor­tá-la por­que a con­cor­ren­te ao lado irá aco­lhê-lo e rea­li­zar a mano­bra. Na Romênia, qua­tro empre­sas entra­ram em con­cor­rên­cia e hou­ve uma série de aci­den­tes. Os pro­fis­si­o­nais não eram habi­li­ta­dos. Qualquer pes­soa con­se­guia uma licen­ça. O ser­vi­ço aca­bou pas­san­do para as admi­nis­tra­ções por­tuá­ri­as. Continuamos a defen­der um ser­vi­ço livre de pres­são comer­ci­al e con­cor­rên­cia, garan­tin­do os mais nos­sos altos padrões e pro­te­gen­do o meio ambiente.

O Brasil vive uma fase de esta­bi­li­da­de qua­se dois anos após a apro­va­ção da nova lei de pra­ti­ca­gem. A legis­la­ção moti­vou o lan­ça­men­to do livro “Lei de Segurança do Tráfego Aquaviário e a ati­vi­da­de de pra­ti­ca­gem no Brasil”, tema de um dos pai­néis. A obra foi coor­de­na­da pelo minis­tro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Paulo Dias de Moura Ribeiro. No seu lan­ça­men­to, o vice-pre­si­den­te do STJ, minis­tro Luis Felipe Salomão, dis­se que a publi­ca­ção vai con­tri­buir deci­si­va­men­te para a melhor apli­ca­ção da lei em vigor. O minis­tro Moura Ribeiro abriu o pai­nel de for­ma remota:

– Todos sabe­mos da impor­tân­cia do prá­ti­co. Sou de Santos e estou habi­tu­a­do a ver por­ta-con­têi­ne­res, ver­da­dei­ros pré­di­os, pas­san­do na nos­sa fren­te na orla. Sem pra­ti­ca­gem, seria impos­sí­vel que essas embar­ca­ções enor­mes fizes­sem a cur­va e aden­tras­sem o por­to. Espero que, do Encontro Nacional de Praticagem, bro­tem mais ini­ci­a­ti­vas boas para a segu­ran­ça da nave­ga­ção e a pre­ser­va­ção do meio ambiente.

Um dos auto­res do livro, o advo­ga­do, Fábio Zech, asses­sor da Praticagem do Brasil, abor­dou pon­tos cru­ci­ais da Lei nº 14.813/2024, que moder­ni­zou a Lei nº 9.537/1997 nos aspec­tos rela­ci­o­na­dos ao ser­vi­ço. Um deles foi a inclu­são da esca­la de rodí­zio úni­ca de aten­di­men­to aos arma­do­res. Ela garan­te que não have­rá a con­cor­rên­cia entre prá­ti­cos pre­ju­di­ci­al à segu­ran­ça das ope­ra­ções. O novo diplo­ma legal dei­xou cla­ro ain­da a natu­re­za jurí­di­ca da pra­ti­ca­gem: ati­vi­da­de essen­ci­al de natu­re­za pri­va­da cujo obje­ti­vo é garan­tir o inte­res­se público.

– A lei garan­te o pro­ta­go­nis­mo da Marinha do Brasil como ver­da­dei­ra auto­ri­da­de de pra­ti­ca­gem, que cum­pre com maes­tria sua obri­ga­ção com a segu­ran­ça da nave­ga­ção. Ela traz uma segu­ran­ça jurí­di­ca mai­or para a Autoridade Marítima ter a sua com­pe­tên­cia pre­ser­va­da, inde­pen­den­te­men­te de mudan­ças de gover­no. É uma valo­ri­za­ção do que a Marinha há mui­to tem­po já fazia por meio de suas nor­mas admi­nis­tra­ti­vas (NORMAM-311/DPC), repro­du­zin­do com­pro­mis­sos inter­na­ci­o­nais fir­ma­dos pelo Brasil – fri­sou Zech, acres­cen­tan­do que, qua­se dois anos depois, a Marinha não rece­beu recla­ma­ções quan­to ao pre­ço ou à pres­ta­ção do serviço.

Para a advo­ga­da Maria Cristina Gontijo, outra auto­ra do livro, essa inter­na­li­za­ção de nor­mas inter­na­ci­o­nais tem cará­ter mui­to téc­ni­co e trou­xe mai­or segu­ran­ça jurí­di­ca para todo o setor do ship­ping. Ela des­ta­cou a con­tri­bui­ção da IMO, agên­cia da ONU res­pon­sá­vel por regu­lar o trans­por­te marítimo:

– A IMO vem pro­mo­ven­do uma revo­lu­ção no direi­to inter­na­ci­o­nal públi­co ao tra­zer uma uni­for­mi­da­de para a indús­tria marí­ti­ma, jamais vis­ta em outros seto­res. O binô­mio navio-por­to pre­ci­sa des­sa uni­for­mi­da­de. Armadores que não cum­prem as nor­mas não con­se­guem atra­car os seus navios. 

A advo­ga­da Daniella Castro Revoredo, mais uma auto­ra, com­ple­tou o pai­nel. Ela dis­cor­reu sobre a impor­tân­cia da ati­vi­da­de de pra­ti­ca­gem para o comér­cio, des­de a Antiguidade:

– Em 2024, a soma de expor­ta­ções e impor­ta­ções bra­si­lei­ras atin­giu qua­se US$ 600 bilhões, aumen­to de 3,3%. Cerca de 95% des­sa movi­men­ta­ção pas­sa pelos por­tos e os prá­ti­cos são mui­to res­pon­sá­veis por essa pujan­ça da economia.

A pra­ti­ca­gem tem demons­tra­do sua impor­tân­cia tam­bém por meio do Instituto Praticagem do Brasil, em Brasília, que vai mui­to além de um cen­tro de simu­la­ções de mano­bras. A dire­to­ra exe­cu­ti­va Jacqueline Wendpap pres­tou con­tas do últi­mo ano. Foram três tur­mas do Curso de Atualização para Práticos (ATPR), duas tur­mas do Curso de Operador de Atalaia, cin­co trei­na­men­tos de zonas de pra­ti­ca­gem, cin­co simu­la­ções para empre­sas pri­va­das e seis trei­na­men­tos corporativos. 

O Instituto fir­mou par­ce­ri­as com a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), a Câmara de Arbitragem do Direito Marítimo, Portuário e Comércio Exterior (Camar) e cer­ti­fi­cou-se nas nor­mas que asse­gu­ram a ges­tão da qua­li­da­de, o cui­da­do com o meio ambi­en­te, a saú­de e segu­ran­ça no tra­ba­lho (ISOs 9001, 14001 e 45001). Foram rece­bi­dos 430 con­vi­tes para encon­tros (com par­ti­ci­pa­ção em 60%) e rea­li­za­das 24 recep­ções de ins­ti­tui­ções como a Marinha, a Antaq e o Ministério de Portos e Aeroportos.

– O Instituto hoje faz par­te do calen­dá­rio do seg­men­to. Estamos levan­do o pro­ta­go­nis­mo da pra­ti­ca­gem den­tro do setor.

Parceira do Instituto na área tec­no­ló­gi­ca, a Navigandi deta­lhou o desen­vol­vi­men­to de um novo por­ta­ble pilot unit (PPU) com apoio da Praticagem de Rio Grande (RS). Esse equi­pa­men­to de auxí­lio à deci­são do prá­ti­co é da cate­go­ria semi-inde­pen­den­te, mais sim­ples e por­tá­til, poden­do ser usa­do em todas as manobras. 

– Antes de ini­ci­ar o desen­vol­vi­men­to, bus­ca­mos refe­rên­ci­as inter­na­ci­o­nais e visi­ta­mos as duas mai­o­res pra­ti­ca­gens do Texas (EUA). Cada prá­ti­co dis­põe do seu PPU semi-inde­pen­den­te e exis­tem dois apa­re­lhos inde­pen­den­tes com­par­ti­lha­dos para as mano­bras mais com­ple­xas. A Praticagem de Rio Grande segue o padrão ame­ri­ca­no, no entan­to, os semi-inde­pen­den­tes enfren­tam supor­te limi­ta­do e lon­go tem­po de manu­ten­ção no exte­ri­or (os inde­pen­den­tes são da Navigandi) – infor­mou Rodrigo Barrera, sócio e dire­tor da empre­sa 100% nacional.

Os inves­ti­men­tos em estu­dos, trei­na­men­tos e tec­no­lo­gia agre­gam efi­ci­ên­cia e segu­ran­ça às ope­ra­ções, con­tri­buin­do natu­ral­men­te para menos emis­sões na atmos­fe­ra e evi­tan­do a polui­ção hídri­ca decor­ren­te de aci­den­tes. A pra­ti­ca­gem, con­tu­do, vai além da sua mis­são de pro­te­ger o meio ambi­en­te e con­tra­tou um inven­tá­rio de suas emis­sões de gases do efei­to estu­fa para toda a ati­vi­da­de. Com esse diag­nós­ti­co, as empre­sas pres­ta­do­ras do ser­vi­ço pode­rão compensá-las.

O anda­men­to do tra­ba­lho foi expli­ca­do pelo con­se­lhei­ro con­sul­ti­vo, prá­ti­co João Bosco, e pelo dire­tor exe­cu­ti­vo do Instituto Via Green, Conrado Bertoluzzi. 

– Estamos indo em dire­ção às deman­das regu­la­tó­ri­as exis­ten­tes e a por vir, aten­den­do a pro­to­co­los inter­na­ci­o­nais que vão deman­dar redu­ção de emis­sões. E assim, a pra­ti­ca­gem se con­so­li­da como ati­vi­da­de sus­ten­tá­vel. Entramos nes­sa, não vamos mais parar e esta­re­mos sem­pre con­du­zin­do mano­bras lim­pas e segu­ras – subli­nhou Bosco. – Não dá mais para remar con­tra a cor­ren­te­za. O mer­ca­do já incor­po­rou essa agen­da glo­bal. As pes­qui­sas apon­tam que a soci­e­da­de pre­fe­re empre­sas sus­ten­tá­veis. Por amor ou pela dor, as empre­sas terão que se posi­ci­o­nar. Publicar inven­tá­rio é como decla­rar impos­to de ren­da. Todo mun­do pre­ci­sa – refor­çou, em segui­da, o dire­tor do Via Green.

Representando o Congresso Nacional, o depu­ta­do Luiz Carlos Hauly pres­ti­gi­ou o even­to mais uma vez. Ele refle­tiu sobre o atu­al momen­to da eco­no­mia bra­si­lei­ra e a refor­ma tri­bu­tá­ria, tema do qual é espe­ci­a­lis­ta. Por fim, Hauly elo­gi­ou a qua­li­da­de da pra­ti­ca­gem nacional: 

– Os prá­ti­cos estão den­tro de uma estru­tu­ra de pri­mei­ro mun­do. O setor públi­co bra­si­lei­ro não ope­ra com a exce­lên­cia de seg­men­tos como a pra­ti­ca­gem. Quando isso acon­te­cer, por meio de mudan­ças estru­tu­rais, o Brasil vai dar certo. 

O pre­si­den­te da Praticagem do Brasil, prá­ti­co Bruno Fonseca, abriu e encer­rou o even­to. Ele defen­deu a impor­tân­cia da pre­sen­ça e união dos prá­ti­cos bra­si­lei­ros. Em suas pala­vras ini­ci­ais, sau­dou o com­pa­re­ci­men­to de 52 colegas:

– Agradeço a vin­da dos prá­ti­cos bra­si­lei­ros. Somos 590 pro­fis­si­o­nais divi­di­dos em 20 zonas de pra­ti­ca­gem, sen­do 14 mulhe­res, três delas pre­sen­tes: Debora (Barros), de Rio Grande, Vanessa (Moraes), do Paraná, e Vanessa (Zamprogno), de Pernambuco. Realizamos cer­ca 80 mil mano­bras por ano com índi­ce mui­to bai­xo de aci­den­tes. Nunca tive­mos um aci­den­te com gran­de der­ra­ma­men­to de óleo. A nos­sa exper­ti­se e o nos­so com­pro­mis­so com a soci­e­da­de são pila­res ine­go­ciá­veis para man­ter a nave­ga­ção segu­ra, o meio ambi­en­te pro­te­gi­do e a efi­ci­ên­cia nas ope­ra­ções por­tuá­ri­as. A rea­li­za­ção des­te Encontro é mais um sinal do nos­so com­pro­me­ti­men­to com a excelência.

O con­tra-almi­ran­te Sérgio Guida, asses­sor-che­fe de segu­ran­ça do trá­fe­go aqua­viá­rio da Diretoria de Portos e Costas (DPC), repre­sen­tou a Autoridade Marítima no even­to, assim como o capi­tão dos Portos de São Paulo, capi­tão de mar e guer­ra Marcus André. Também com­pa­re­ce­ram o dire­tor-exe­cu­ti­vo do Sindicato dos Operadores Portuários do Estado de São Paulo (Sopesp), Ricardo Molitzas, e os dire­to­res da Federação Nacional dos Práticos (Fenapráticos), prá­ti­cos Adonis dos Santos, Carlos Alberto Barcellos e Pedro Parente. 

O 47º Encontro Nacional de Praticagem teve o apoio de Volvo Penta, Supmar, All System, Hidromares, Navigandi, Porto Sudeste e UMI SAN. Além do ciclo de pales­tras, hou­ve reu­nião de geren­tes e asses­so­res e a assem­bleia de prá­ti­cos que ree­le­geu o pre­si­den­te Bruno Fonseca para o biê­nio 2026/2027.

Em bre­ve, con­fi­ra todas as ima­gens no Flickr e o vídeo no YouTube da Praticagem do Brasil. Por ques­tões con­tra­tu­ais, as pales­tras de Rossandro e Fernanda não foram gravadas.