Navio-escola Sagres, da Marinha de Guerra de Portugal, é estrela de evento no Rio e já é desejado para os 200 anos da Independência

Fórum de Discussões Hidroviárias e Portuárias, em Curitiba,PR. Portos necessitam de planejamento estratégico, investimentos antecipados e foco na formação de especialistas, defende Diretor-Presidente do CONAPRA

Infartado em alto mar, pescador é salvo pela praticagem

O pescador Efrísio Cardoso, de 65 anos, foi salvo pela praticagem de Barra do Rio Grande (RS), na manhã desta quarta-feira (28/09), depois de sofrer infarto quando navegava a mais de 50 quilômetros da costa. Por volta das 8h10, um chamado da Autoridade Marítima pelo rádio colocou em alerta a Zona de Praticagem da Barra do Rio Grande (ZP-19). Era o pedido de socorro para o barco de pescadores, que estava com um tripulante em estado grave.

A lancha Praticagem Pilot Boat 1 partiu para o salvamento por volta das 9h, pilotada pelo mestre Wiliam e o marinheiro Alcino, tendo ainda a bordo a médica da Marinha Fátima Vieira e a enfermeira Tatiana Coreia e todos os equipamentos de salvamento previstos em caso de emergência. Por volta das 10h50, o pescador foi levado em ambulância da Marinha para a Santa Casa de Rio Grande, onde recebeu os cuidados hospitalares.

“A agilidade no resgate ajudou a salvar mais uma vida”, comentaram as autoridades do 5º Comando Naval.

Segundo relato do Comandante Pedro Luppi, secretário executivo da ZP 19, o barco dos pescadores estava a mais de 50 quilômetros distante da costa, mas a distância não causou nenhum prejuízo à vítima, que recebeu atendimento médico, oxigênio e soro até a chegada ao porto, onde uma ambulância da Marinha fez o transporte do pescador até o hospital.

Luppi lembrou que esta é a segunda vez este ano, que a Praticagem da Barra do Rio Grande socorre pessoas em perigo. Em fevereiro último, o pedido de socorro veio do barco de pescadores Carlos Ávila I, que estava com um tripulante gravemente ferido.

A lancha usada nas duas operações possui todos os equipamentos necessários para a realização de salvamentos e primeiros socorros. Desde luvas e equipamentos médicos até o sistema automático de identificação de embarcações (AIS), usado para localizar navios distantes da costa e que não podem ser vistos a olho nu. “Essa lancha alcança vinte e seis nós em velocidade máxima”, informou o comandante Pedro Luppi.

veja mais fotos no Flickr do Conapra

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Baixo aproveitamento de hidrovias atrasa transporte de cargas na Amazônia, diz Gustavo Martins

Manaus – O transporte de cargas e passageiros na Amazônia está atrasado pelo baixo aproveitamento das hidrovias. A avaliação é do diretor-presidente do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), Gustavo Martins, ao apontar que a melhoria na logística pode baratear os itens para o consumidor final.

Martins, que participou, nesta segunda-feira (11), do Dez na TV, programa da Record News Manaus, da Rede Diário de Comunicação (RDC), estará presente amanhã (12) em uma sessão especial na Assembleia Legislativa do Estado (ALE) para falar sobre a praticagem no Brasil e a atuação dos práticos na Amazônia Legal.

“Se nós fossemos comparar com os principais países do mundo, em termos de aproveitamento das hidrovias, para o escoamento de cargas, para o transporte de passageiros, nós estamos muito atrasados”, disse o dirigente da Conapra.

De acordo com Martins, o fluxo de transporte para o Polo Industrial, que compreende a entrada de insumos e a saída de produtos finais ainda precisa melhorar e expandir os serviços de cabotagem, aqueles realizados por navios na costa brasileira. Para o dirigente,  seria preciso uma quantidade maior de empresas que prestam o serviço de cabotagem. “Mais cargas transportadas, significa um frete mais barato. Quanto menor for o frete, mais barato pode ser vendido”, afirmou.

O prático da Zona de Praticagem 2 (ZP-2), que fica entre Itacoatiara e Tabatinga, José Benedito de Oliveira, disse que as constantes mudanças do regime da cheia e vazante no Amazonas fazem com que a atividade de navegação tenha que se adaptar a novas rotas com frequência.

“Temos o fenômeno das terras caídas. Esses sedimentos que caem tanto no Rio Solimões, quanto no Rio Amazonas, fazem com que os canais sejam alternados. Temos o aparecimento e desaparecimento de ilhas, o que vem impactar na navegações de navios”, disse Oliveira, que atua como prático há 23 anos.
O profissional prático é quem tem o conhecimento técnico da navegação em águas restritas, como variações das correntes, ventos, marés e profundidades.

Entre o Amapá e Itacoatiara, na Zona de Praticagem (ZP-1), 120 práticos atuam na área. Outros 35 atuam na ZP-2. Para ser prático, o interessado deve ter Ensino Superior e passar por um processo seletivo realizado pela Marinha do Brasil.

http://new.d24am.com/noticias/economia/baixo-aproveitamento-hidrovias-atrasa-transporte-cargas-passageiros-amazonia/155070

 

Ação de Prático evita desastre na baía da Guanabara

Heróis anônimos tem evitado que a imagem do Rio fique ainda pior na véspera de Olimpíada. Na manhã da última quinta-feira, às 6 horas da manhã, o navio tanque Golar Spirit, bandeira das Ilhas Marshall, carregado de gás, perdeu o leme na Baia da Guanabara (ponta de Santa Cruz).  Uma tragédia ambiental sem precedentes foi evitada pela pronta ação do prático Diogo Weberszpil, especialista em manobras ariscadas. Ele tomou o comando da embarcação e conseguiu evitar que se espatifar-se de encontro às pedras da Fortaleza de Santa Cruz e explodisse. Detalhe: no início deste mês o TCU deu 90 dias para a Antaq enquadrar os navios estrangeiros.

Ricardo Boechat, Maíra Gama e Rodolfo Schneider comentam o assunto. Emissora: Bandnews FM Programa: Jornal Bandnews Rio (09h25)

Rodolfo Schneider e Ricardo Boechat comentam o assunto.  Emissora: Bandnews FM Programa: Jornal Bandnews Rio (09h20)

Veja abaixo o vídeo do navio gaseiro aproximando-se da fortaleza de Santa Cruz

* Este conselho creditará ao autor do vídeo tão logo tome conhecimento. 

A um mês dos Jogos Olímpicos, a iniciativa e preparo técnico do prático Diogo Weberszpil, do Rio de Janeiro, evitou o que poderia ter sido o maior desastre ambiental marítimo no Brasil. Por volta das 6 horas da manhã desta quinta-feira (30/06), o profissional de praticagem embarcou no navio tanque Golar Spirit com a tarefa de conduzi-lo para as proximidades do terminal de Gás Natural da Petrobras (GNL).

Uma falha técnica no navio, que foi construído em 1979 e considerado muito antigo para viagens de longo curso, fez com que o leme da embarcação travasse impedindo qualquer manobra. O prático prontamente percebeu que o timoneiro não estava conseguindo governar, pois o leme estava travado do lado direito fazendo com que o navio se aproximasse rapidamente da Fortaleza de Santa Cruz.

Diogo Weberszpil, que passou por diversos treinamentos de emergência no exterior, rapidamente tomou todas as medidas para evitar a colisão iminente. O risco da manobra deste tipo de navio é tão alto que a Atalaia sempre interrompe e desvia todo o tráfego de embarcações nas proximidades da Baía. Na sequência, tomou a decisão acertada de lançar a ancora em conjunto com outras técnicaspara parar o navio.

“Felizmente consegui afastar o navio das pedras e conduzi-lo para águas seguras até que a Capitania dos Portos do Rio de Janeiro avalie quando este navio terá condições de entrar novamente no Porto”, narrou o ainda assustado Diogo Weberszpil.

Leiam abaixo a narrativa do Prático Diogo Weberszpil sobre a operação de salvamento do navio Golar Spirit:

Embarquei no navio Tanque (GNL) Golar Spirit por volta das 05:55hs desta manhã para conduzi-lo em direção ao Terminal de GNL da Petrobras. Tudo corria como de costume, com a troca de informações entre mim e o Comandante sobre a manobra e características do navio. Mas senti que havia algo estranho quando sugeri o aumento de velocidade para toda a força e comecei a solicitar que o navio guinasse para BE para prosseguir na rota planejada de acesso à Baía de Guanabara.

Após a ordem de rumo 355º ao timoneiro, o mesmo não conseguiu mais estabilizar a proa do navio no rumo indicado. Prontamente percebi que o timoneiro não estava conseguindo governar, pois o leme estava travado para Boreste fazendo com que o navio se aproximasse rapidamente da Fortaleza de Santa Cruz com 7 nós de velocidade, a cerca de 0,6 milhas (1000metros).

Devido ao constante treinamento em simuladores (felizmente participei de 5 treinamentos nos últimos anos), tomei rapidamente as medidas necessárias para evitar a colisão iminente.  Ordenei troca dos sistemas de governo (sem resultado) máquina atrás com toda a força, preparei os dois ferros para largar em emergência, usando o auxílio de rebocadores e solicitei que a Atalaia interrompesse e desviasse todo o tráfego de embarcações nas proximidades da Baía. Na sequência, tomei a decisão de largar o ferro de BE com duas quarteladas mergulhadas, o que foi fundamental para que o navio aumentasse mais o giro para BE e parasse a cerca de 100 metros da Fortaleza.

Felizmente consegui fazer com que a embarcação se afastasse das pedras e a conduzi para águas seguras até que a CPRJ avalie quando esta terá condições de entrar novamente no Porto.


A manobra do prático

A referida manobra de emergência consistiu em parar o navio com “emergency full astern” e duas quarteladas do ferro de proa na água, a 100m a costa com a maré enchendo.

O prático Diogo Weberszpil do Amaral agiu prontamente, conseguindo, por meio dessas manobras, impedir o encalhe do navio, prevenir um acidente ambiental de proporções e consequências incalculáveis, além de proteger a vida da tripulação do navio.

Após retomar o controle, navegou para fora da barra em segurança.

Toda essa manobra foi acompanhada por satélite, em cujas imagens podemos ver as voltas que o navio deu até finalmente parar em segurança, pois a resposta do navio é muito lenta.

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Navio gaseiro

Um navio gaseiro deste porte é capaz de transportar uma carga total de Gás Natural Liquefeito GNL de 128,998 metros cúbicos, condensado ao estado líquido numa temperatura de menos 163 graus Celsius, portanto trata-se de uma “bomba ambulante”.

Embora não haja registros de graves acidentes, a cadeia GNL apresenta grandes riscos.

Navios gaseiros representam uma fonte de risco especialmente na aproximação de terminais, não somente em relação à possibilidade de ocorrência de acidente marítimo como também por representar um potencial alvo para ações de sabotagem ou terrorismo. Por estes motivos, a análise dos riscos associados a tais operações tem sido fonte de preocupação internacional.

http://www.marinetraffic.com/pt/ais/details/ships/shipid:711749/mmsi:538002199/imo:7373327/vessel:GOLAR_SPIRIT