39º Encontro Nacional de Praticagem: Encerramento – Discurso do Presidente

Após os painéis programados para esta quarta-feira (16/09) o presidente do CONAPRA, Gustavo Martins, encerrou os trabalhos do encontro. Confira abaixo a íntegra do discurso:

 

SENHORAS E SENHORES, NOSSA SINGRADURA ESTÁ CHEGANDO AO FIM.

DURANTE ESTES DOIS DIAS TIVEMOS OPORTUNIDADE DE ENRIQUECER NOSSOS CONHECIMENTOS EM DIVERSOS CAMPOS, SEJA DA ÁREA DAS RELAÇÕES HUMANAS; DO ARCABOUÇO REGULATÓRIO DA ATIVIDADE MARÍTIMA; ASPECTOS TÉCNICOS DOS PLANEJAMENTOS PORTUÁRIOS, SIMULAÇÃO E ANÁLISES CONSTANTE DE PRATICAGEM BRASILEIRA PARA FAZER FRENTE ÀS NOVAS DEMANDAS; E A IMPORTANTE COMEMORAÇÃO DOS 5 ANOS DA PRESENÇA FEMININA NA ATIVIDADE, QUANDO PUDEMOS COMPARTILHAR AS EXPERIÊNCIAS VIVIDAS POR UMA DAS PIONEIRAS.

O CONAPRA AGRADECE A TODOS OS PALESTRANTES PELA HONRA QUE NOS CONCEDERAM AO ACEITAR NOSSO CONVITE E PELA EXCELÊNCIA DAS APRESENTAÇÕES.  AGRADECEMOS TAMBÉM AOS PATROCINADORES PELA VALIOSA CONTRIBUIÇÃO PARA A VIABILIZAÇÃO DO EVENTO.  NÃO PODEMOS ESQUECER DA EQUIPE DE COLABORADORES DO CONAPRA QUE, POR MESES A FIO, SE EMPENHARAM PARA QUE O NOSSO ENCONTRO TRANSCORRESSE DA MANEIRA PLANEJADA. MAS O AGRADECIMENTO MAIS SIGNIFICATIVO, POR VEZES ESQUECIDO, É PARA TODOS AQUELES QUE SE DISPUSERAM A DEDICAR DOIS DIAS DE SUAS VIDAS PARA AQUI COMPARECER E ABRILHANTAR O EVENTO COM SUAS PRESENÇAS.

O NAVIO ESTÁ ATRACADO, A AMARRAÇÃO ESTÁ DOBRADA, O COMANDANTE COM UM APERTO DE MÃO DIZ “GOOD JOB MISTER PILOT (OU LADY PILOT)”.

ESTÁ ENCERRADO O 39º ENCONTRO NACIONAL DE PRATICAGEM, MUITO OBRIGADO!

 

 

Discurso de abertura do Presidente do Conapra

Confira o discurso de abertura do Presidente do Conapra, Gustavo Martins.

39º ENCONTRO NACIONAL DE PRATICAGEM

Excelentíssimos Senhores e Senhora integrantes da mesa, já nominados.

Senhoras e Senhores aqui presentes, representantes dos setores marítimo e portuário, do meio acadêmico, da Marinha do Brasil e demais órgãos governamentais.

Senhores práticos e Senhoras práticas, estimados colegas de profissão,

Obrigado por reservarem esse tempo para estarem conosco.

Como dito anteriormente, suas presenças abrilhantam este encontro e nos incentivam a continuar nossa caminhada no rumo certo, na trilha traçada por nossos antecessores ao longo de mais de 200 anos no Brasil. A Praticagem do Brasil fica muito gratificada.

Bem-vindos ao 39º Encontro Nacional de Praticagem.

Regularmente, os Práticos do Brasil se reúnem para compartilhar as experiências e debater o desenvolvimento técnico-administrativo da profissão, sempre contando com uma seleção de eminentes especialistas situados no cimo do estado-da-arte do conhecimento nos tópicos abordados.

Também se reúnem para interagir com a comunidade marítimo-portuária, parceiros imprescindíveis no continuum logístico do modal aquaviário.

Neste encontro, em especial, ainda aproveitamos para comemorar os quarenta anos de criação do Conselho Nacional de Praticagem – CONAPRA, e os cinco anos de habilitação de nossas primeiras práticas.

A Praticagem é, sem dúvida, um ELO CAPITAL NA EFICIÊNCIA DOS PORTOS, posto que, por ela, navios e terminais se unem para criar eficiente circulação de mercadorias, tão mais eficaz quanto o serviço operar com coordenada rapidez e segurança.

Vale aqui destacar, sem falsa modéstia, que é pela arte e o pelo conhecimento técnico dos Práticos, apoiados pelas tripulações das lanchas e equipes das Atalaias, que são otimizados os resultados provenientes do imenso esforço dispendido na criação e modernização da infraestrutura aquaviária nacional. E cabe a praticagem, quando possível, compensar possíveis restrições dessa infraestrutura, buscando soluções seguras para contribuir na manutenção da competitividade dos portos.

Se gargalos existem no modal aquaviário, nenhum cabe à Praticagem. A Praticagem tem feito sua parte, mediante investimentos em lanchas, equipamentos e treinamento, para estar sempre adiante das necessidades dos portos e de seus usuários – os donos da carga.

Entretanto, o melhor resultado da nossa atividade não tem apelo de mídia. Não são ouvidas, em telejornais, estatísticas que destaquem a ausência de catástrofes e acidentes da navegação em nossas costas. E também não são facilmente tangíveis os valores que a Praticagem propicia a exportadores, importadores, terminais, armadores, operadores e trabalhadores portuários. Enfim, ao Produto Interno Bruto.

E não esqueçamos que cerca de 95% das nossas trocas internacionais de mercadorias são deixadas, em cenários críticos, nas situações de maior risco e de menores margens de erro, sob as zelosas mãos dos práticos que, em humilde silêncio, cumprem o seu dever, entregando-as, com segurança, aos seus destinos.

Fruto do expressivo incremento da participação brasileira no comércio internacional, a sociedade, normalmente alheia, passou a dedicar maior atenção aos nossos portos. Nesse cenário, o serviço de praticagem surgiu como uma grande curiosidade: Para que precisamos dos práticos? Por que o serviço tem esse preço? Que tal mudar o modelo do serviço para ver os resultados?

A busca de melhorias no modelo atual do serviço de praticagem é muito bem-vinda. Afinal, sempre se pode melhorar. Porém, acreditamos que o debate deve ser pautado em dados, estudos e análises, e não em opiniões enviesadas e preconceitos estabelecidos.

O futuro da segurança e da eficiência nas manobras dos navios nos portos brasileiros pode estar sendo decidido atualmente em Brasília. E a Praticagem do Brasil sobe ao Planalto Central para contribuir na busca da melhor solução para o país. Afinal, é o estado brasileiro o principal cliente da praticagem. Queremos apenas a oportunidade de sermos ouvidos.

Sob a égide da Segurança da Navegação, da Salvaguarda da Vida no Mar e da Prevenção da Poluição Hídrica, esperamos que degustem os temas escolhidos. Contamos com amplos e entusiasmados debates, de modo que fiquem ratificados os perenes propósitos da Praticagem do Brasil de diálogo, cooperação e colaboração.

Praticagem do Brasil – No rumo certo.

Muito obrigado a todos.

 

“A Praticagem brasileira é parte da solução Brasil”, afirma Gustavo Martins

O presidente do Conselho Nacional de Praticagem (CONAPRA), Gustavo Martins, reforçou a importância dos serviços de Praticagem para a garantia da segurança e eficiência dos portos brasileiros durante o 1 º Workshop da Frente Parlamentar de Logística de Transporte e Armazenagem (Frenlog) do Senado Federal, realizado em 19/8, em Brasília.

A abertura do evento foi realizada pela Ministra da Agricultura, Kátia Abreu, pelo o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, o diretor-geral da ANTAQ, Mário Povia e o presidente da Frenlog, senador Wellington Fagundes (PR-MT). Também participaram da mesa de abertura o diretor da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Sérgio Lobo; o secretário de Políticas Portuárias, Fábio Lavor, que representou o ministro de Portos, Edinho Araújo e o presidente da Comissão de Infraestrutura do Senado, senador Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN).

À plateia, formada por representantes de agências reguladoras, ministérios, iniciativa privada e parlamentares, e em painel com representantes dos armadores, Gustavo destacou que o serviço de Praticagem não é inerente ao Brasil. “É importante sempre, quando se falar de Praticagem, comparar com o resto do mundo. Assim, é possível descobrir que a Praticagem brasileira não é parte do custo Brasil, mas sim parte da solução Brasil. É parte daquilo que faz os portos brasileiros funcionarem além de suas capacidades”, afirmou.

Durante sua participação, o presidente do Conapra discorreu, de forma didática, sobre o passo a passo dos serviços de Praticagem, apontou o rol de equipamentos necessários para o bom funcionamento do serviço, falou sobre a formação e expertise dos profissionais envolvidos com a atividade, da estrutura das 22 zonas de Praticagem, além da legislação que regulamenta a sua atuação. “A Praticagem é regulada há mais de 200 anos, não está sendo regulada pela primeira vez. Ao longo do tempo já foram mais de 19 decretos. Sempre se volta a falar: temos que mudar a Praticagem, mas nunca se acha a solução correta. E a grande preocupação é essa. Quando mudar, vai mudar para melhor ou prejudicar um serviço que funciona?”, questionou.

Ele se referia à tentativa do governo de tabelar os preços dos serviços de Praticagem. Segundo ele, como se trata de uma atividade privada, a proposta de tabelamento estudada pela Comissão Nacional para Assuntos de Praticagem (CNAP), além de ser ilegal, não resolve a situação portuária. “Estamos abertos ao diálogo sempre, mas acreditamos que o modelo atual de barganha entre as partes com a intervenção da Autoridade Marítima estabelecendo o preço quando não há acordo é eficiente. Ficamos extremamente felizes porque podem falar do preço, mas nunca ouvimos alguém reclamando da qualidade do serviço. Todos reclamam da infraestrutura, mas cabe aos serviços de Praticagem manter os portos funcionando”, disse.

Sobre a cabotagem, tema dos debates que se seguiram por dois dias de evento reunindo as maiores autoridades nacionais, o sistema de transporte que utiliza a navegação da costa litorânea do país para o transporte de cargas, o presidente do Conapra destacou que há 18 anos a Praticagem oferece um desconto de 50% ao setor e que, em algumas zonas portuárias, esse valor chega a 70%.

Aline Sanromã
Assessoria de Imprensa
Conselho Nacional de Praticagem