,

39º Encontro Nacional de Praticagem: Gerenciamento e Análise de Risco em Acessos Náuticos

O Prático Siegberto Rodolfo Schenk Júnior, que par­ti­ci­pou na manhã des­ta quar­ta-fei­ra (16/09), do Encontro Nacional de Praticagem dis­se nes­ta quar­ta-fei­ra que 70% a 80% dos aci­den­tes marí­ti­mos são por falhas huma­nas, não inten­ci­o­nais. A afir­ma­ção foi fei­ta em pales­tra duran­te o 39º Encontro Nacional de Praticagem. Segundo ele, na medi­da que os navi­os vão cres­cen­do os ris­cos na nave­ga­ção aumen­tam, embo­ra a tec­no­lo­gia ao tra­ta­men­to de ris­cos tenha evo­luí­do. “O cres­ci­men­to das embar­ca­ções deman­da pla­ne­ja­men­to de aces­sos náu­ti­cos”, afirmou.

A pre­o­cu­pa­ção com vidas huma­nas e com o meio ambi­en­te tam­bém foram des­ta­que na apre­sen­ta­ção de Schenk.  Além da ope­ra­ção econô­mi­ca do por­to e do navio, ele demons­trou diver­sos tipos de aci­den­te como abal­ro­a­men­to (quan­do dois navi­os em movi­men­to coli­dem), enca­lhe, coli­sões e nau­frá­gio que, segun­do ele, é o menos fre­quen­te, mas tem o mes­mo impac­to nos aces­sos náuticos.

O pales­tran­te des­ta­cou que exis­te uma cadeia de even­tos e cená­ri­os de peque­nos ris­cos que soma­dos geram um ris­co gran­de para o trans­por­te marí­ti­mo. “O pro­ces­so de ges­tão de ris­co é con­tí­nuo. É pre­ci­so garan­tir a gover­na­bi­li­da­de do navio o tem­po todo para evi­tar aci­den­tes, des­de falhas de pro­pul­são, até pro­ble­mas com o leme, e falhas nos mei­os de apoi­os” finalizou.